Campanhas investigadas
Segundo o MP-BA, o grupo teria atuado entre 2022 e 2023, arrecadando mais de R$ 540 mil e se apropriando de cerca de 75% das doações. Essa é a base material apresentada na ação penal.
Uma leitura linear do caso, separando investigação policial, denúncia, audiências, adiamentos e status processual informado pelas fontes.
Segundo o MP-BA, o grupo teria atuado entre 2022 e 2023, arrecadando mais de R$ 540 mil e se apropriando de cerca de 75% das doações. Essa é a base material apresentada na ação penal.
Vai ao ar uma campanha de doação ligada a uma criança em tratamento. Depois, essa arrecadação passa a ser citada em reportagens e documentos como um dos pontos centrais da apuração.
A equipe de Anderson Talisca procura a família após uma doação de alto valor e identifica divergência no repasse. O alerta chega à emissora e dá origem à apuração interna.
A suspeita deixa de ser apenas interna: a imprensa noticia o caso, a Record confirma apuração e a Polícia Civil registra e inicia investigação pela DreofCiber.
Marcelo Castro e Jamerson Oliveira são demitidos por justa causa pela Record/TV Itapoan e passam a ser vinculados publicamente ao inquérito policial, então sob sigilo.
A Polícia informa que apura jornalistas e pessoas que orbitariam o esquema, inclusive titulares de chaves Pix usadas nos caracteres da TV no lugar dos dados das famílias.
Marcelo Castro e Jamerson Oliveira são ouvidos. A versão divulgada pela Polícia registra que eles atribuíram movimentações financeiras a empréstimo em dinheiro vivo a um amigo.
A Polícia Civil indicia Marcelo Castro, Jamerson Oliveira e uma terceira pessoa por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Até aquele momento, 61 pessoas haviam sido ouvidas.
A denúncia do MP-BA é aceita pela Justiça. Doze acusados passam à condição de réus por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A Justiça determina o bloqueio de mais de R$ 600 mil em bens e ativos de réus apontados pelo MP-BA, medida cautelar destinada a possível reparação às vítimas.
Começa a fase em que vítimas, testemunhas e réus são ouvidos perante o juiz. A defesa dos jornalistas nega as acusações.
Nova sessão no Fórum Criminal de Sussuarana ouve vítimas e testemunhas. A denúncia trata de 12 casos e mantém 12 réus na ação penal.
O delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Augusto de Mendonça Viana, visitou o programa e entregou uma moeda institucional a Marcelo Valter Amorim Matos Lyrio Castro. A instituição descreve o gesto como cortesia a um veículo de imprensa. O registro documenta a entrega; não é apresentado como prova de favorecimento.
A audiência de instrução é suspensa por falta de auditório disponível. O espaço estava reservado para o projeto TJBA Mais Júri; a sessão é remarcada para maio de 2026.
Após quase um ano sem audiência desse tipo, a instrução é retomada com testemunhas de acusação e defesa, incluindo o delegado responsável pela investigação.
Antes dos interrogatórios, a defesa tenta suspender a sessão por ausência de testemunha. O juiz nega. Os réus optam por permanecer em silêncio.
Com a instrução encerrada, o processo segue para possíveis diligências complementares e alegações finais. Só depois disso o juiz poderá proferir sentença.
Em paralelo ao caso criminal do Pix, o MPF abre inquérito civil sobre o programa Alô Juca por possível uso de elementos infantis em conteúdo policial, sob análise do ECA.
Segundo reportagem da Revista Afirmativa, Marcelo Castro e os outros 11 réus optaram por não responder às perguntas na audiência realizada em 13 de julho. O juiz Waldir Viana Ribeiro Júnior afirmou que o exercício do direito ao silêncio não poderia gerar prejuízo aos acusados, rejeitou pedido para que essa postura fosse considerada na análise do processo e declarou encerrada a fase de instrução.
Conforme a publicação, o caso segue para as alegações finais, etapa anterior à sentença. A defesa também voltou a questionar a validade dos Relatórios de Inteligência Financeira do Coaf; o pedido foi negado pelo magistrado.
Ler a reportagem completa na Revista Afirmativa →
Nota de cronologia: veículos consultados anteriormente registraram o encerramento da instrução em 7 de maio. Esta entrada reproduz, com atribuição explícita, a data e os acontecimentos informados pela reportagem posterior da Revista Afirmativa.
Na atualização mais recente localizada, a instrução é descrita como encerrada e o processo segue para alegações finais, etapa anterior à sentença. Não foi localizada sentença pública até esta verificação.